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CED: entenda como funciona o método para controlar felinos pelas ruas

A vida nas ruas não é nada fácil para os gatos. Nela, os bichanos estão constantemente expostos à situações como maus-tratos, fome, frio e sede, além de lidarem com a suscetibilidade de contrair doenças. Foi pensando nisso que o CED foi criado.

O CED, também conhecido como Capturar-Esterilizar-Devolver, é um método humano e não letal de controle populacional de cães e gatos em situação de abandono, muitos deles ferais (que retornaram ao modo de vida selvagem, sendo de difícil socialização com humanos).

A prática, que já é consolidada e famosa em outros países — como os Estados Unidos e o Canadá —, chegou timidamente ao Brasil e vem ganhando, pouco a pouco, o seu espaço. Quer saber mais sobre ela e descobrir as suas vantagens? Continue a leitura!

Como o CED funciona?

A técnica de controle de colônias de gatos consiste na captura dos felinos por meio de armadilhas (gaiolas conhecidas como ‘’gatoeiras’’), e em sua subsequente castração. Os gatos sociáveis (filhotes, na maior parte das vezes) são encaminhados para a adoção.

Algumas vezes, os gatos capturados e esterilizados também recebem vacinas — especialmente a antirrábica —, vermifugação e tratamento contra pulgas, além de um exame clínico completo para checar o estado geral de saúde em que ele se encontra.

Por fim, enquanto o animal se encontra sob efeito da anestesia da castração, é feito um corte em sua orelha. A função do corte é a marcação do gato, para evitar que ele seja, posteriormente, capturado novamente.

Após um período de observação (algumas horas para os machos, um ou dois dias para as fêmeas), os animais adultos que não podem ser socializados são soltos no ambiente em que viviam antes.

Quais são as suas vantagens?

Existem vários benefícios na colaboração com o controle populacional de gatos. Confira os principais:

  • menos ninhadas nas ruas;
  • menos gastos operacionais de abrigos com novos gatos;
  • menos brigas entre animais;
  • menos danos à fauna, ocasionado pela caça dos felinos;
  • menos comportamentos negativos, como barulhos ou marcação de território na comunidade.

No entanto, o maior benefício de todos é o que diz respeito à melhora na qualidade de vida dos bichanos. Ao serem castrados, os riscos de contrair doenças ligadas ao sistema reprodutor ou transmitidas durante as brigas caem drasticamente, além da transmissão de doenças sexualmente transmissíveis ser erradicada.

Quais são os procedimentos feitos?

No CED, o procedimento de castração utilizado para as fêmeas é o método de esterilização com gancho. Com essa técnica, tanto a cirurgia quanto a recuperação são muito mais rápidas.

É feita uma incisão pequena, de cerca de 2 centímetros, por onde é introduzido um gancho que expõe e secciona o útero, retirando-o. No caso dos machos, também é feito um procedimento minimamente invasivo.

Já o corte marcador, feito na orelha esquerda, também deve ser feito por um veterinário experiente. É feito enquanto o gatinho está anestesiado e a sua cicatrização é rápida. O corte é o padrão internacional de identificação de gatos castrados pelo CED e evita o estresse da captura, além de gastos adicionais.

Como posso ajudar?

Além de ajudar financeiramente ou ser voluntária de ONGs que pratiquem o CED, você pode colaborar pondo a mão na massa! A prática não precisa ser feita apenas em colônias ou grupos grandes de gatos. Castrar apenas um animal de rua, mesmo que você não possa adotá-lo, já faz uma baita diferença!

Se você encontrou um gatinho de rua e quer fazer a sua parte, o primeiro passo é buscar um veterinário de confiança, que esteja familiarizado com a técnica do gancho e com os conceitos do CED. Ele será fundamental para passar todas as informações necessárias!

O próximo passo é a obtenção da gatoeira e a captura do animal. Se o gatinho em questão for amigável, essa etapa é desnecessária. Apenas leve-o para uma consulta e siga as orientações do veterinário em relação ao jejum e ao pós-operatório.

No seu bairro existem muitos gatos abandonados? Que tal conversar com a vizinhança e, juntos, colocarem o CED em ação para diminuir o sofrimento desses peludinhos? Faça uma boa ação!

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? É só deixar um comentário! Estaremos à disposição para responder suas perguntas!

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1 Comentário
  • Amei o texto muito esclarecedor ! Só sinto que o brasileiro e principalmente determinadas regiões estão pouco ou nada se importando com. Nossos bichos amados .vou CPT esta matéria ..obrigada ..mais conscientização é tudo !

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