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Micose em gatos: o que eu preciso saber?

Os gatos são animais maravilhosos e requerem total atenção do dono. E não estamos falando apenas em relação a carinho e alimentação. Apesar de alardearem que esses felinos têm sete vidas, na prática não é bem assim que acontece. Eles precisam de cuidados com a saúde —  como vacinação, vermifugação e consultas periódicas ao médico veterinário.

Sendo assim, fique atento, pois muitas doenças podem acometer os bichanos, entre elas a micose em gatos, tema de hoje do nosso post. O problema se instala vagarosamente e quando você se dá conta os sintomas já estão aí. Continue a leitura e saiba mais sobre essa enfermidade muito comum em gatos!

O que é micose em gatos?

A micose em gatos ou dermatofitose, como também é conhecida, é uma infecção cutânea fúngica. É considerada uma das infecções de pele mais comuns entre os felinos. Tem como seu principal causador o fungo Microsporum canis, mas também pelas espécies do gênero Trichophyton Epidermophyton.

É uma enfermidade que afeta a pele e os pelos dos bichanos, uma vez que o fungo se alimenta de queratina, presente nestas regiões do corpo do animal. Pode também afetar as unhas, doença conhecida como onicomicose — que apresenta sintomas como unhas quebradiças.

Quais os principais sintomas?

Os sintomas começam a surgir cerca de 2 a 4 semanas após o contágio. As regiões mais afetadas são as orelhas e as extremidades do felino, no entanto, com o avanço da doença, outras áreas vão sendo também acometidas.

Como o fungo é incapaz de sobreviver em regiões inflamadas, bem como naquelas em que há pelo, observa-se que um dos sintomas é a queda de pelos, provocada pelo parasita — para que ele, assim, possa subsistir.

As características da micose em gatos são:

  • lesões circulares de alopecia (perda de pelos);
  • cheiro de pele característico de animal afetado;
  • crostas e descamações com coloração amarelada;
  • ato de morder, lamber ou arranhar as regiões afetadas;
  • surgimento de nódulos cutâneos com cheiro forte característico.

Como a micose é transmitida?

Os felinos têm uma grande facilidade de contrair micose, bem como de transmitir a doença. O contágio ocorre por meio dos esporos dos fungos que se propagam pelo ambiente e de um animal para outro.

Devido a essa facilidade de reprodução dos fungos, os gatos que não têm a doença acabam se contaminando pelo contato com outros animais e até com o homem infectado. Por isso, é muito comum em abrigos de animais uma espécie se contaminar e, logo a seguir, outros contraírem também a doença. Outra forma de contágio é por meio de materiais compartilhados, como mantas, caixa de areia, brinquedos, entre outros objetos.

Quais os fatores que favorecem o surgimento da micose?

Alguns fatores podem facilitar o surgimento da micose em gatos, assim como a propagação para outros animais. Eles podem ser internos e externos. Confira quais são eles:

  • nutrição deficiente;
  • imunidade baixa;
  • doenças preexistentes ou a presença de parasitas;
  • estresse;
  • ambiente desfavorável, como excesso de umidade, excesso de calor, falta de higiene, falta de luz, entre outros.

Como é o tratamento de micose?

O veterinário deverá proceder, inicialmente, com alguns exames específicos para descartar qualquer outra patologia que possa ser confundida com a micose. Lembrando que doenças como a imunodeficiência felina (FIV) e a leucemia (FELV) costumam enfraquecer o sistema imunológico do animal, tornando o organismo suscetível a outras enfermidades.

O tratamento de micose começa pela limpeza das áreas afetadas. Para isso, utiliza-se produto antisséptico e que seja antifúngico e anti-infeccioso. Após isso, o tratamento — que inicialmente é tópico — é feito com produtos específicos que podem ser creme, emulsão, líquido, pó ou pomada.

O veterinário indica o melhor tratamento a ser seguido, visto que ele leva em consideração alguns aspectos, como a idade do animal e outras doenças que podem acometê-lo ao mesmo tempo.

Os tratamentos orais também podem ser utilizados, no entanto são muito agressivos e tóxicos, só sendo usados em casos nos quais os tópicos não surtam efeito.

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